Nunca mãos vazias deram tanto.
Como
terapeuta “holística” (de práticas integrativas e complementares), também
trabalho com Reiki. Há mais de 13 anos conheci essa energia através de um
curso, já havia recebido e estudava aos poucos essa prática.
Geralmente,
antes de oferecer um curso de Reiki, sempre volto a me questionar o que, de
fato, é o Reiki, já que é a primeira pergunta que os outros fazem. Se é um
método, uma prática de cura, etc.Antes de começar a conversar sobre o Reiki, gostaria de dizer que a minha crença, reside, de fato, na energia. É aqui que mora toda e qualquer outra explicação que possa dar sobre o Reiki, tudo é energia, “o rei, o ki, o chi, o ti, a bio”, todas essas definições querem dizer energia. Energia vital, energia cósmica, energia que nos anima e que nos movimenta.
E qual o Reiki verdadeiro? O sistema Reiki Usui tibetano pode-se dizer que é o verdadeiro Reiki, foi com ele que, Mestre Mikao Usui foi auto-iniciado em seu jejum de 21 dias.
O que, de fato, é o Reiki, vai mais além do que nossos egos possam perceber. O que sinto que é o Reiki e o que aprendi com meus mestres Reiki e que passo adiante? Que o Reiki verdadeiro é uma energia cósmica e vital incalculável, que tem livre inteligência (sabe o que deve fazer e para onde se direcionar) e que nós, seres reikianos, podemos receber ao mesmo tempo em que enviamos. O que demonstra o imenso amor que é o Reiki. Além disso, Reiki é intenção de amor, além do amor em si.
O Reiki acelera processos curativos, acorda o ser “adormecido” que é cheio de vida dentro de nós, transforma, equilibra, serena, transmuta, destrói cargas negativas, auxilia e ver os processos de vida com mais clareza, anula pensamentos pessimistas e depressivos, controla a ansiedade somente fazendo um único trabalho: Trazendo o ser a ser quem ele é! Sim, se agimos, de fato, como somos com certeza seremos seres mais felizes, menos ansiosos, mais compassivos, menos inquietos, menos frustrados, mais harmonizados e saudáveis.
Agora vamos a um tema delicado: o Reiki é Reiki e pronto, não existe Reiki isto ou aquilo, existem outros métodos (que não quero dizer que são piores que o Reiki) que usam esta denominação (Reiki X), para que seja mais bem compreendido. O Reiki vem do Japão, tem sua origem no Oriente, no século XIX e quem deu a essa energia o nome Reiki também foi Mikao Usui. Além disso, tem níveis e símbolos específicos que chegam até nós desde sua origem. O que está fora disso pode ter algumas explicações, mas vou me ater a duas por considerá-las mais importantes. A primeira é que o termo Reiki é usado, como escrito acima, de uma forma errônea, mas para que nós entendamos que o Reiki X, Y ou Z oferecido tem uma “formatação” parecida com o Reiki, o que não torna essa prática (X, Y ou Z), Reiki verdadeiro. A outra explicação é que o “supermercado” da fé necessita, a cada momento, de coisas novas. Temos uma parte consumista, capitalista e ocidental que não é fácil eliminar: Parece que se é simples, não pode ser eficaz! Se for gratuito, não pode ser bom.
Pensemos: a maioria dos orientais passa toda a sua vida estudando e praticando uma única arte ou método de cura. Nós não conseguimos ficar um ano sem consumir algo novo. O que acontece? Vestem “métodos” antigos com roupas novas, colocam um nome pomposo e lá vamos nós a consumir um pouco mais de “espiritualidade”. Isso é saudável?
Podemos passar a vida inteira estudando Reiki, puro e simplesmente Reiki!
Há uma infinita variedade de assuntos ligados ao Reiki: energia, centros energéticos, símbolos, situações, maneiras de atuar com o Reiki, Reiki em alimentos, em animais, em plantas, em ambientes. E muito mais.
Temos essa parte cheia de urgência e competição que nos faz não saber a fundo algum tema e já partimos para outro.
Calma, relaxa, temos uma vida cheia de amor e energia, temos nossas mãos reikianas cheias de amor para oferecer. Para que mais?
Maria Yaguna